O CHAPÉU DAS CANGACEIRAS

jun 18, 2026 | 0 Comentários

 

 

Neste período junino quando as pessoas se vestem a posam de matutas, cometem um grave erro: colocam chapéu de cangaceiro nas mulheres, inclusive em crianças. Para começo dessa história, o chapéu delas era de feltro, massa, alto com espaço no interior onde lenços de seda eram colocados para amenizar o calor nas cabeças. Nunca de couro, como os dos homens. Estes, sim, de couro com estrelas de Davi e outros símbolos tidos como de proteção.

Os chapéus femininos eram produzidos por elas mesmas, com ajuda  dos coiteiros que conseguiam o material, inclusive revistas que elas chamavam de figurinos nas feiras livres. Esse adorno chique veio para o Brasil por meio na aristocracia portuguesa. Na Europa, o chapéu era item obrigatório em cerimônias, eventos etc., como símbolo de status e elegância, sobretudo na França e Inglaterra utilizando penas, flores, véus etc.

No Brasil, a moda pegou, mas entrou em declínio nos anos 60. Hoje, só os chapéus de praia resistem. Nos anos 30, época em que os cangaceiros ostentavam riqueza com ouro, perfumes etc. havendo contradição com as roupas de brim azul. Mas havia espaço para roupas luxuosas e seda linho como se viu nas fotos de Benjamim Abrahão publicadas na imprensa paulista. Isso, foi o bastante para irritar o então presidente Getúlio Vargas, que imaginava o Bando  faminto e maltrapilho. Sua reação foi ordenar a extinção do grupo.Conseguiu. E assim, quase terminou a história.

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